BRASILIA – Pode parecer indagação estranha – o título acima, mas não é, enquanto cenário da sucessão no Estado da Paraíba por ele ( o cenário) estar produzindo coisas esquisitas atualmente. Daí a renovação da pergunta: pode vencer um candidato ao Governo com outro vitorioso no Senado?
A rigor a tese é absurda diante da lógica, segundo a qual, quem fizer o governador deve puxar o candidato ao Senado na mesma dinâmica. Este é o contexto avivado quando se tem campanhas uniformes, casadas e coisa e tal.
Aliás, este é o cenário bem apropriado à compreensão do que acontece com a campanha do PSDB, onde Cássio e Cícero se confundem em todos os aspectos na reprodução de um só discurso e unidade de ação. Em tese, ainda, esse direcionamento induz ao resultado casado.
Só que, na conjuntura paraibana, há um fato novo em curso, que é a campanha descasada que a Oposição insiste em reproduzir, ou seja, o candidato ao Governo, José Maranhão, mantém distanciamento da campanha de Ney Suassuna, que por sua vez busca a reeleição como que em carreira solo pegando a carona do vácuo/efeito do PMDB e companhia.
É dentro desse contexto, que ressurge a pergunta base desta Coluna porque, fora da lógica de vitória casada, seria entender o futuro político da Paraíba com uma vitória hipotética de Cássio com Ney ou de Maranhão com Cícero Lucena. Isso pode acontecer? repete-se enquanto indagação.
Em principio, tal cenário se apresenta mais complicado, difícil de ser tratado agora como presumível, entretanto, no exercício da política todas as alternativas precisam ser tratadas no campo das hipóteses, algumas delas não desprezíveis.
O fato é que a campanha do PMDB diante da divisão descolada dos dois principais candidatos majoritários permite supor todas as nuances, inclusive a mais complicada e difícil de vitórias cruzadas entre candidatos de origens diferentes. É difícil, muito difícil, mas na política volta e meia o imprevisível faz morada.
Indaga-se mais: os eleitores de Maranhão votariam em Cícero e/ou noutra proporção, os de Cássio, admitiriam o mesmo com Ney?
Ora, se a multiplicidade de opções é verdade enquanto hipótese, quem seria mais favorecido com a divisão no PMDB? Os candidatos do PSDB, Maranhão ou Ney Suassuana perguntar-se-ia (lá vem a mesóclise das escolas públicas do bairro da Torre!).
Seja o que for, tudo só decorre por conta da falta de sintonia e unidade do PMDB velho de guerra, capaz até de gerar suposição, e só, de um vitorioso descolado.
Será assim mesmo ou isso é utopia impossível? Dia 1º que vem sai a resposta definitiva.
Pós Lavareda
O desempenho profissional do consultor Antonio Lavareda é reconhecido internacionalmente. Mas, em São Paulo e na Paraíba tem sido duramente criticado por especialistas da área.
– Na Paraíba, com um candidato que chegou a 20% de vantagem sobre o governador, agora agoniza um possível revés transferindo para Ney a responsabilidade que é da organização, há meses, da campanha: e, em São Paulo, transformou um candidato de elevado perfil num derrotado e isolado presidenciável argumentaram em rodas diferentes.
Carreata à lá Ricardo Coutinho
Agora é pra valer, dizem os entendidos da Coligação Paraiba de Futuro. Com a ascensão do prefeito Ricardo Coutinho no comando da campanha em João Pessoa, a expectativa do momento é saber o tamanho e volume da carreata que está programada para domingo, na capital.
Nos bastidores, a conversa é que a ordem reinante é de superar a de Cássio, semanas atrás, a mais expressiva de todas já realizadas em solo pessoense.
Salto alto
A performance do candidato Cássio Cunha Lima à reeleição o mantém em ritmo de trabalho intenso na proporção inversa em que, assessores graduados seus já vivem de salto alto mudando de postura e comportamento na campanha.
Há quem afirme que foi essa a postura que tem feito o senador Maranhão está enfrentando dissabores enormes por conta da arrogância dos auxiliares.
É sempre assim: esteve com perspectiva de ascensão.
Como diz o mano Hilton Cândido (amado Duda), vamos ver.
Além do samba
Aniversário em tempo de eleição pode, dependendo do personagem, gerar fato político a partir do ambiente de congraçamento que se tenha.
É o que se deduz da festa que Ronaldinho Cunha Lima faz neste sábado, no Iate Clube da praia do Jacaré.
Pode rolar mais do que samba, conversa política de montão.
Um timing
Consta no Periscópio da WSCOM, com base nos movimentos aeronáuticos desta sexta-feira, que a campanha de Ney sofreu pequeno desfalque, mas por apenas dois dias.
É que Tânia Paranhos ( gestora de resultados tipo furacão) deu um tempo na campanha e viajou até o Rio para resolver pendências pessoais inadiáveis.
O check in da TAM, contudo, anota retorno neste domingo garante o tal periscópio.
Para anotar
Acostumado a dar furos seqüenciados na abordagem do jornalismo na Paraíba, o portal WSCOM Online arrisca registrar o voto que a ex-primeira dama do Estado, Mabel Mariz, deve clicar na urna eletrônica, dia primeiro de outubro.
Maranhão ( aperta e confirma), Ney, Inaldo Leitão e Gervásio Filho vão receber o voto da poliglota e viúva do governador Antonio Mariz.
Anteontem, em Brasília, foi vista comemorando aniversario junto a familiares e amigos.
Umas & Outras
…O mega humorista Shaolin não pára de shows no país e fora dele. Virou freguês de Las Vegas, Nova York, Boston (EUA) pelo sucesso nos espetáculos, de onde costuma acompanhar as coisas da Paraíba, do Brasil e do Mundo pelo portal WSCOM Online, segundo afirmou.
…A propósito de Shaolin, podem anotar: mais dia, menos dia, vai comprar com dinheiro suado uma fazendo perto de Santa Luzia. Aliás, ele deve ir este fim-de-semana olhar as terras do futuro refúgio merecido do artista. Dizem, que parece um Shangrilá.
… O Jornalista Marcondes Brito, atualmente na editoria da Primeira Página e Opinião do Jornal de Brasília, já se recompôs do fuso horário, depois de alguns dias fazendo matérias especiais na China. Tem conquistado espaços nobres na capital federal.
…Em outubro vindouro, o Grupo WSCOM estréia página da Revista NORDESTE com versão exclusiva em inglês para americanos e europeus. Vem com novidades.
…O multimídia Bráulio Tavares vai estrear coluna na Revista NORDESTE tratando de cultura.
Última
Esses moços/ pobres moços/
Ah se soubessem o que sei …